Maria, de vinte e seis anos de idade, saiu da faculdade onde
estudava por volta das 23 h e, sozinha, dirigiu-se a pé rumo a sua residência. No trajeto, foi abordada
por trás, tomou um golpe “mata leão” de seu algoz, que exalava forte hálito etílico, e, em seguida, foi
arrastada para um matagal ermo. A vítima tentou se libertar, arranhando os braços do autor. Ao
chegar ao matagal, ainda se mantendo por trás da vítima, o autor mandou que ela cobrisse o rosto
com o próprio vestido. Ele abaixou a calcinha dela e manteve, com violência, coito anal e vaginal, até
ejacular. Após a violência, o criminoso determinou que a vítima se mantivesse deitada, com o rosto
voltado para o chão, e que contasse até cem, quando, então, poderia sair correndo. A vítima cumpriu
a ordem e, após a contagem, levantou-se. Verificou a presença de uma garrafa de cachaça quase
vazia no local e percebeu que sangrava e que sua região genital, coxas e calcinha estavam molhadas
de esperma. Ela avistou de longe uma casa e correu até lá, pedindo ajuda. Na residência, a moradora
prestou-lhe socorro, permitindo que Maria tomasse banho, e lhe emprestou roupas limpas para vestir.
Em seguida, Maria dirigiu-se à delegacia de polícia, levando consigo, em um saco plástico, a garrafa de
cachaça encontrada no local e as suas vestes sujas.