O primeiro caso de coronavírus foi confirmado no Brasil
em 26 de fevereiro de 2020. Sendo o Brasil um dos países mais desiguais do mundo, era esperado que
a pandemia acentuaria ainda mais as desigualdades sociais no país e causaria danos irremediáveis.
Com isso, o terceiro setor precisou
apresentar uma resposta imediata. Já no dia 8 de abril de 2020, as doações para enfrentar a pandemia
ultrapassaram a marca histórica de R$ 1 bilhão. O recorde foi registrado pelo Monitor das Doações da
Covid-19, ferramenta criada pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O setor da
saúde foi o que recebeu o maior volume de doações.
“A pandemia proporcionou uma
mobilização que se deu pela população de diversas formas, desde doações de empresas até
campanhas de financiamento. Grande parte das doações foram destinadas a hospitais, pesquisas
científicas, compra de equipamentos e também à assistência social de famílias de baixa renda”, conta
Márcia Woods, presidente do conselho da ABCR.
De acordo com Woods, as doações
tomaram diferentes arranjos. No entanto, apesar da grande mobilização, nem todas as causas sociais
foram favorecidas. A causa da educação, por exemplo, sofreu impactos, pois todas as escolas tiveram
que fechar as portas. Outra área muito afetada foi a da cultura, já que as pessoas não puderam
assistir aos espetáculos pessoalmente.
Internet:<observatorio3setor.org.br>(com
adaptações).