O tema qualidade da educação é amplamente debatido
em diversos setores da
sociedade. Essa preocupação
com a qualidade na educação surge após a constatação
de que a
universalização do acesso à escola e a permanência
nela vêm sendo cada vez mais garantidos, ainda
que não plenamente. Verifica-se, então, que não é somente
necessário que se esteja frequentando o
sistema
escolar, é preciso que a educação tenha qualidade. No
entanto, há diferentes concepções de
qualidade.
A cada concepção de qualidade, como L e M, correspondem
características que as diferenciam, conforme
o quadro abaixo.
L
Expressa padrões desejados
para produtos e serviços
prestados.
Controle rígido da gestão,
avaliações
externas, a fim
de se certificar dos que
cumprem os padrões e
premiá-los, punir ou excluir
os que não os
cumprem.
Ensino ágil e de excelência,
organizado através da
razão instrumental
e da
burocratização dos sistemas.
M
Expressa os direitos sociais
de
cidadania.
Gestão democrática e participativa,
avaliação das
aprendizagens dos
indivíduos e das instituições, a
fim de melhorar o ensino.
Ensino humanizador e
emancipatório, centrado
no empoderamento dos
sujeitos para a participação nos
sistemas.
Comparando-se as duas concepções de qualidade, identificam-se,
respectivamente, em L e em M, as seguintes
concepções: